quinta-feira, 26 de setembro de 2019


Dia Europeu das Línguas
O Dia Europeu das Línguas assinala-se no dia 26 de setembro e o objetivo é celebrar a diversidade de línguas na Europa e procurar atingir a compreensão intercultural no velho continente.
Saber comunicar em outras línguas é benéfico para a saúde mental, para vida social e pode ainda fazer a diferença na carreira profissional.
Assim, este dia é um incentivo à aprendizagem de línguas estrangeiras.
Em 2001 o Conselho da Europa teve a iniciativa de criar a data, que se celebra em todos os 47 países membros desta entidade.
Este ano, na biblioteca escolar, desafiamos os alunos a escreverem uma frase numa língua estrangeira que conhecessem e o resultado foi surpreendente, pois a adesão foi bastante positiva.
Obrigada pela participação!








Curiosidades
  • Na Europa existem 225 línguas autóctones (aproximadamente 3% do total mundial).
  • Existem 24 línguas oficiais na UE.
  • Existem cerca de 60 línguas minoritárias ou regionais.


terça-feira, 4 de junho de 2019

Sábado na BE!
       
       Dando continuidade às sessões de Sábado na BE!, foram quatro – de janeiro a abril – os sábados com histórias e atividades práticas. Duas horas sempre motivadoras e com muitas dinâmicas, que continuam agradar aos participantes, crianças e adultos
       “Donde vem a pimenta?”, de Manuela Olten e Briggite Rabb, Amélia quer um cão, Tim Bowley , “Ciclo do pão”, de Cristina Quental e Mariana Magalhães, e “A montanha de livros mais alta do mundo”, de Rocio Bonilla, foram as histórias que nos fizeram imaginar, viajar, sonhar, crescer…, com temas vários e variados, que permitem diálogos únicos com as crianças, sempre tão espontâneas. 

       Sinopses:
       “Donde vem a pimenta?” – Sete perguntas e catorze respostas - uma maneira divertida de aprender! "Vai ao lugar onde a pimenta cresce!" Mas, na verdade, de onde vem a pimenta? Por que é que os ursos hibernam? Por não serem capazes de arranjar um casaco de inverno que lhes sirva, e o inverno é muito frio sem casacos? Não, claro que não! O caso é que os ursos não conseguem encontrar comida suficiente durante o inverno. É por isso que se fartam de comer durante o resto do ano, para ficarem gordos e quentes, para poderem passar a estação fria no seu covil. As crianças deste livro, que são muito inteligentes, sabem de onde vem a pimenta, por que é que os caracóis trazem a casa às costas, e sabem que a baleia não é um peixe, assim como muitas outras coisas. Mas é muito mais divertido pensar nas mais loucas respostas às perguntas, antes de olhar para as respostas certas! Este é um álbum ilustrado especial - divertido e informativo, para crianças e para os seus pais, - com ilustrações invulgares e muito engraçadas.
       “Amélia quer um cão” – Às vezes é preciso ir por linhas tortas para alcançar uma meta; nem sempre o caminho mais curto entre dois pontos é uma linha reta. É esta a estratégia de Amélia quando mete na cabeça adotar um cão... Desde uma águia a uma baleia, passando por um cavalo ou um elefante, as tentativas de Amélia para convencer o seu pai são cada vez mais disparatadas. Além de uma divertida história sobre quão espertas podem ser as crianças e a pouca atenção que os adultos lhes prestam perante assuntos aparentemente banais, o conto destaca-se pela sua vincada estrutura. Tim Bowley recorre aos esquemas da literatura oral - estrutura acumulativa e elementos repetitivos - para captar a atenção dos leitores. Uma obra de grande colorido e uma proposta estética à base de técnica mista e colagem, para aproximar as crianças de conceitos como a responsabilidade, aplicada às obrigações que implica cuidar de um animal doméstico, que animais são suscetíveis de ser domesticados e quais é que devem viver em liberdade pelo seu caráter selvagem.
       “Ciclo do pão” – A professora Tita entrou na sala carregando um enorme tabuleiro cheio de plantas. Para que serviriam…? Depois de muitas descobertas na sala de aula, eis que a turma parte para mais uma visita de estudo, percorrendo o circuito dos cereais, passando por um moinho, uma moagem até chegar à padaria da Ana.
       E foi uma Ana, a Ana Osório, mãe do Telmo e do Vasco, que veio participar nesta sessão de Sábado na BE, fazendo-nos um delicioso pão. Toda a gente adorou! Obrigada, Ana Osório! 

          “A montanha de livros mais alta do mundo” – Lucas estava convencido de que nascera para voar. Olhava para os aviões, tentava inventar asas de todos os tipos, e até pediu para aprender a voar como presente de Natal! Mas nada funcionava… Um dia, a sua mãe explicou-lhe que havia outras maneiras de realizar o seu sonho e pousou-lhe um livro nas mãos. Nesse mesmo dia, sem perceber, Lucas começou a voar… Um livro para despertar a imaginação em leitores de qualquer idade.
       Todas as sessões, como habitualmente, tiveram um ateliê associado, nos quais miúdos e graúdos continuam a pôr a imaginação em funcionamento, num apelo à criatividade. 








       Porque ler… é voar!

Próxima sessão: 8 de junho. Não faltes!


sexta-feira, 31 de maio de 2019


Teatro, uma outra forma de leitura

                 O teatro é, certamente, uma outra forma de leitura.
             No dia 13 de fevereiro, os alunos do 6.º ano assistiram, na sala Polivalente do Centro Educativo de Arcozelo, no âmbito da disciplina de Inglês, à peça “The Prince and the Pauper”, da obra homónima de Mark Twain, e que conta a história de dois rapazes que nasceram em Londres, no mesmo dia, Tom Canty (um mendigo) e Edward (o príncipe da Inglaterra).
            Tom Canty vivia com o seu pai, um homem cruel, que o fazia pedir esmolas e fazer parte de um grupo de bandidos, para conseguir dinheiro, e, caso não conseguisse dinheiro suficiente, Tom era espancado pelo pai. Edward vivia no palácio, com o pai, Henrique VIII, e era sempre tratado com todos os luxos.
            Um dia, Tom e Edward encontram-se e, ao perceberem a semelhança da sua aparência, trocam de roupa e experimentam trocar de vidas...
            “The Prince and the Pauper” é uma história baseada na ideia da amizade de um príncipe e um mendigo. Apesar de ter sido escrito como uma história de aventura para crianças, Mark Twain tem como foco mostrar a falsa ideia que a sociedade tem das classes mais altas.
            Esta peça de teatro foi uma iniciativa da Areal Editores, uma vez que “The Prince and the Pauper” é uma das histórias de “Extensive Reading” do manual escolar da disciplina.
            No fim da apresentação, houve ainda tempo para uma animada conversa com os atores e a indispensável “selfie” de grupo.


            Em abril, no dia 3, um grupo de alunos do 8.º D representou “O Principezinho”, uma obra da autoria de Antoine de Saint-Exupéry, que nos faz refletir sobre a vida e a importância que damos ao que e a quem nos rodeia.
            Esta história é contada através de um diálogo de grande amizade entre o narrador – um piloto de avião que despenhou no deserto do Sahara – e um Principezinho – um rapazinho loiro, vindo de um minúsculo asteroide, que lhe pede que desenhe uma ovelha. Aos poucos o aviador vai conhecendo a história do pequeno príncipe, uma tarefa nada fácil, já que o Principezinho fazia imensas perguntas e raramente respondia às questões que lhe eram dirigidas.
            O Principezinho, que tinha muito cuidado com o seu planeta, conhece uma flor, uma rosa, que ele acha única, pois nunca tinha visto outra igual, tratando-a todos os dias com muito carinho, regando-a e protegendo-a do vento, uma vez que esta era muito frágil por ter apenas quatro espinhos.
            Com o passar do tempo, curioso por saber o que se passaria nos outros planetas, decide explorar outros asteroides. Assim, num longo diálogo em que a imaginação é protagonista, o Principezinho contou a sua história de planeta em planeta, cada um sendo um pequeno mundo povoado apenas por um adulto. Ao longo da viagem, o rapaz fica muito desiludido, pois não percebe a razão pela qual as pessoas só pensam em si próprias e não se importam com nada nem ninguém. Quando visitou o planeta Terra teve muitos encontros mas o que mais o marcou foi, sem dúvida, a raposa. Ela disse-lhe que o que era importante se via com o coração e não com os olhos e que, depois de se estar preso a uma pessoa, passa-se a ser responsável por ela. “Se vieres, por exemplo, às quatro horas da tarde, a partir das três horas começo a ser feliz”. E foi assim que o Principezinho compreendeu o verdadeiro conceito de amizade. "Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós".
            Uma excelente interpretação dos nossos jovens atores, que deixou alunos e docentes que, no auditório da escola sede, assistiram à peça, muito bem impressionados. Os protagonistas voltaram a representar no dia 2 de maio, na quinta edição dos Encontros com sabores, no âmbito da Semana da Saúde, desta vez na cantina da escola, tendo voltado a brilhar.


            No dia 4 recebemos a companhia de teatro Caixa de Palco, com as peças “Na Companhia de Pessoa”, para as turmas de 9.º ano, e “Na Companhia de Sophia”, para alunos do 8.º ano. 

            “Na Companhia de Pessoa” surgiu a partir de Poesias – Ortónimo de Fernando Pessoa. Numa energia contagiante, os atores transformam as constantes dúvidas de Pessoa num momento descontraído, poético e divertido. Questionam a vida e a “obra vã” e mergulham numa fantasia de palavras para que, com eles, o público possa (re)descobrir o icónico Poeta e a magia das suas palavras. Porque “é em nós que é tudo”. Que em cada um de nós, haja um pouco de Pessoa. 

            
              “Na Companhia de Sophia” conta várias histórias, dentro de uma só história! Numa Viagem até à Dinamarca, partem da Praia e, juntamente com o Homero, apanham boleia com os Três Reis do Oriente, depois de dobrarem o cabo Bojador, param para O Jantar do Bispo, onde ajudam um bom Homem a encontrar o seu percurso, através de um Retrato sobre as dificuldades e belezas da vida humana.
            Já no terceiro período, na tarde do dia 9 de maio, o Grupo de Teatro Movimento Incriativo, do qual faz parte o professor António Rocha, veio ao Centro Educativo de Arcozelo apresentar a peça “A girafa que comia estrelas”, a partir da obra homónima de José Eduardo Agualusa, aos alunos do 1.º ciclo
            A história é sobre Olímpia, uma girafa muito alta, que anda sempre com a cabeça nas nuvens e que, à noite, sobe ao morro e com estrelas. Mas o que o Olímpia deseja mesmo é encontrar anjos. Porém, nas nuvens só encontra a D. Margarida, uma galinha-do-mato que ali vive e tem a cabeça cheia de frases feitas… As duas vivem uma linda amizade, ensinando-nos que podemos sempre ajudar a resolver os problemas, desde que nos esforcemos um pouco nesse sentido.
            “Uma girafa com um grande pescoção
            E a cabeça noa ar
            Cresceu na selva, na imaginação
            Onde tu podes entrar.”
           
             Uma bela história de amizade, encenada com simplicidade, mestria, música, animação e muito humor pelo Grupo Movimento Incriativo. 




           








           Um excelente espetáculo, a que os Centros Educativos de Lagoas (dia 16 de maio) e de Refóios (dia 30) também tiveram oportunidade de assistir.
            Momentos de representação que fazem da leitura o caminho para o conhecimento...







Histórias da BE!

    
       De janeiro a maio, foram cinco as histórias trabalhadas no âmbito do projeto Histórias da BE!, com as turmas dos JI de Arcozelo, Brandara e Lagoas: em janeiro, “Camila porta-se mal”, de Aline de Pétigny; em fevereiro, “Adivinha quanto gosto de ti”, de Anita Jeram e Sam McBratney; em março, “Camila não quer partilhar os seus brinquedos”, de Aline de Pétigny; em maio, “Eu sei tudo sobre as mamãs”, de Nathalie Delebarre, e "Se eu fosse...", de Richard Zimler.
       Histórias pensadas para cativar, despertar e fomentar o gosto pela leitura e pelos livros, enquadradas em temáticas que vão ao encontro do trabalho da sala de aula, com o objetivo de abordar temas importantes, como as regras, os afetos, a partilha e aqueles que nos são importantes, através da imaginação e da fantasia. Um projeto de parceria entre as educadoras e a professora bibliotecária que tem, por isso, tudo para continuar.