sábado, 6 de junho de 2015


Histórias da BE!
          
D
esde o início do segundo período, muitas foram as histórias trabalhadas no âmbito do projeto Histórias da BE!, com as turmas dos JI de Arcozelo e Brandara e a turma LJ4, do Centro Educativos das Lagoas: O grilinho tenor, de Palmira Martins e Tânia Clímaco; Os quatros amigos, de Jacob e Wilhelm Grimm; Os ovos misteriosos, de Luísa Ducla Soares e Manuela Bacelar; A Sereiazinha e O Patinho feio, de Hans Christian Andersen; Se eu fosse…, de Richard Zimler.

          Ninguém melhor do que os próprios intervenientes para dizerem de sua justiça sobre estas sessões que pretendem partilhar momentos significativos de leitura, fantasia e boa disposição, sempre apelando à imaginação e ao espírito crítico. Porque ler é…voar!


Gabriela Amorim (educadora)

Os livros gostam de ser amados,
De ser lidos e lembrados
E de crescer com os meninos que foram embalados.
Os livros têm um sonho;
O de ver outros livros nascer para que a paixão da leitura
Não possa nunca morrer.”
José Jorge Letria

Usando as palavras do grande escritor contemporâneo José Jorge Letria, quero agradecer o contributo da Professora Bibliotecária, ao longo deste ano letivo, ao grupo de crianças da sala LJ4 do Centro Educativo das Lagoas.
As histórias por ela apresentadas transformavam-se em verdadeiros momentos de magia promovendo, desta forma, um grande enriquecimento não só para estas crianças como também para a educadora.
Considerando-se que o livro é um adjuvante essencial no ensino-aprendizagem, foram proporcionadas às crianças, de uma forma transversal, atividades diversificadas de descoberta dos sentidos e significados de todas as formas de expressão, pois é preciso que se parta da criança, dos seus saberes e das suas vivências e que se estimule o prazer de ouvir e de contar.
 As histórias dinamizadas lançaram-nos para um grande desafio, que nos levou pelo mar de sinais onde aprendemos a viajar sem medo. Ainda no que concerne à dimensão lúdica, as histórias foram verdadeiros geradores de eficácia no processo comunicacional, sublinhando-se a ideia de que os contos potencializam fortemente as vivências grupais e interpessoais.
 A dinâmica apresentada pela professora Ana Júlia foi de uma riqueza tal que me permitiu, enquanto educadora, concretizar os objetivos que o livro (contos, poesia….), se propõe cumprir, objetivos estes que possam confirmar as vivências da criança, informá-la sobre o mundo envolvente e, ainda, permitir-lhe fantasiar/recriar novos mundos.
O trabalho da Professora Bibliotecária sensibilizou-me, contagiando-me para a formação de pequenos leitores e para a utilização de novas estratégias, para que o livro seja efetivamente um tesouro que se descobre página a página e que a leitura seja também uma aventura.

 Conceição Novo (Educadora)



O Leitor Faz-se…
O tempo urge, é verdade, mas isso só acontece quando os momentos nos deliciam, quando são efetivamente bons. Foi, sem dúvida, o que aconteceu com as visitas, em ordem à animação de uma panóplia de contos, que a Professora Bibliotecária nos proporcionou.
            Apesar de ser difícil cativar a atenção de um público constituído por sessenta crianças, a professora Ana Júlia, através do seu modo simples, sábio e apaixonado, conseguiu proporcionar momentos inesquecíveis. Desta forma e com este trabalho, as nossas crianças foram sensibilizadas para o prazer do ouvir, do contar e do dizer, aguçando o desejo de “ler”, transformando-as em “pequenos leitores”, repercutindo-se, por esta via, nas suas famílias. “O leitor faz-se, não nasce” (Filipe Garrido, 2004). Ao longo destes anos, temos vindo a “colher frutos” que espelham de facto que vale a pena investir nestas práticas. No que concerne ao trabalho de família, estamos constantemente a ser surpreendidos no âmbito do projeto da biblioteca escolar. Pais e avós deslocam-se ao jardim em várias ocasiões, a fim de contarem histórias ou mesmo de as transformarem em jogos fantásticos, isto é, ler com a força da criatividade, pois o livro está intimamente ligado à ludicidade: brincar, sonhar e imaginar.
Resta-nos agradecer toda a disponibilidade da professora Ana Júlia, que, sempre que as condições atmosféricas não nos permitiam deslocar à biblioteca da Escola Sede, deslocava-se ela ao nosso jardim. Sempre recetiva às nossas solicitações de autores de histórias cujas temáticas viessem ao encontro dos nossos projetos.
Bem-haja e parabéns pelo trabalho desenvolvido.

Paula Coelho, Paula Palhares, Rosa Correia (Educadoras)

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