quinta-feira, 13 de novembro de 2014

“Cronicando”…
 


Sorrisos à solta

         Saio da cama, ainda sonolento, e preparo-me para mais um dia de aulas. A minha mãe leva-me de carro, juntamente com o meu irmão. Aborrecido por me ter levantado tão cedo, ligo o rádio à procura de uma boa música para me animar. Mas, grande chatice, todas as estações de rádio estavam nesse momento a transmitir mensagens, apelando a que cada condutor sorrisse para os condutores dos carros que se cruzassem com ele, bem como para as pessoas que circulassem na rua.
         Achei a ideia super interessante e muito criativa. Seria intrigante verificar se todas as pessoas com quem me cruzasse corresponderiam ao meu sorriso, esquecendo as tristezas e os problemas do seu dia a dia. O anúncio de rádio foi uma bela inspiração. Todas as pessoas olhavam para o carro ao lado e mostravam o mais belo sorriso que conseguiam. As pessoas na passadeira cumprimentavam-se e sorriam. Até o mendigo, todo esfarrapado, sujo e triste, esqueceu a sua condição de pobreza e sorriu para os transeuntes e, inesperadamente, as pessoas deixavam umas moedas na sua caixa de cartão. Ele agradecia a todos e imaginava a refeição que poderia comprar com aquele dinheiro.
            Vou tão absorvido neste passatempo que nem dou conta de que já estou a chegar à escola. A minha mãe despede-se de mim, eu dou-lhe um beijo e digo-lhe que é a melhor mãe do mundo.
            Avisto ao longe os meus colegas e aproximo-me deles. Pergunto-lhes se também ouviram o anúncio da rádio, ao que todos respondem com um gesto: um sorriso de orelha a orelha.
            Contra factos não há argumentos: o anúncio tinha sido mesmo um sucesso.


Luís Diogo Carreira 9º B Nº 11

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