PALAVRAS PARTILHADAS

Há palavras que nos marcam.
Há palavras que não esquecemos.
Há palavras que se tornam nossas "para sempre".

Nesta página, podes registar algumas dessas palavras. Deves indicar o seu autor e a obra a que pertencem.

7 comentários:

  1. Antes de mais, parabéns pelo espaço palavras partilhadas!
    Para inaugurar esta partilha, deixo-vos um excerto de um poema da bela e vasta obra de Fernando Pessoa.
    Palavras que nos marcam, que não esquecemos e que serão nossas para sempre?! Sim, principalmente a última frase!

    "(...)
    Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
    Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
    Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
    Se tornar um autor da própria história…
    É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma…
    É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
    Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
    É saber falar de si mesmo.
    É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
    É ter segurança para receber uma crítica,
    Mesmo que injusta…

    Pedras no caminho?
    Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"

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  2. "É tão bom ver as pessoas felizes!"

    Autor: Leonardo, aluno da turma F do 5.º ano da Escola EB 2,3/S de Arcozelo

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  3. Hoje também quero partilhar. Nem sempre quero. Mas hoje deixo-vos as palavras de uma grande amiga minha, extraordinária escritora, Sílvia Trigueiro.
    No seu livro intitulado"Fabet", diz o seguinte:
    « Liber e Dade foram crescendo, sem limitações, ali onde todos partilhavam dos momentos bons e menos bons, uma família de diferentes seres, onde tudo se conjugava, onde todos eram aceites pelas suas diferenças. Assim foram vivendo os dias longe de qualquer ameaça, protegidos pelo espaço conquistado, ousando, apenas, serem eles próprios à luz dos seus pais, os quais apesar de sentirem saudades de alguns seres que tiveram de deixar para trás, foram mais além e... marcaram a diferença...
    Poderia chamar-lhes unicórnios, mas prefiro imaginá-los, como seres misteriosos, portadores de felicidade e de tudo aquilo por que ansiamos, desde o primeiro momento em que tomamos consciência de que existimos.
    Talvez eles sejam a prova de que, na vida aquilo que fazemos e aquilo que somos faz sentido, nem que seja para aqueles que ainda não conhecemos, e isso, por si só, vale bem a pena!»
    De facto, as palavras de alguém que neste momento está em plena luta com a Leucemia fazem sentido, mesmo tendo sido escritas há 12 atrás.
    Vale sempre a pena partilhar!
    Parabéns pelo trabalho!

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  4. Parabéns à secção das PALAVRAS PARTILHADAS

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  5. Os Amigos

    Os amigos amei
    despido de ternura
    fatigada;
    uns iam, outros vinham,
    a nenhum perguntava
    porque partia,
    porque ficava;
    era pouco o que tinha,
    pouco o que dava,
    mas também só queria
    partilhar
    a sede de alegria —
    por mais amarga.

    Eugénio de Andrade, in "Coração do Dia"


    Ana Margarida

    10.º B

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  6. Liberdade

    Ai que prazer
    Não cumprir um dever,
    Ter um livro para ler
    E não fazer!
    Ler é maçada,
    Estudar é nada.
    Sol doira
    Sem literatura
    O rio corre, bem ou mal,
    Sem edição original.
    E a brisa, essa,
    De tão naturalmente matinal,
    Como o tempo não tem pressa...

    Livros são papéis pintados com tinta.
    Estudar é uma coisa em que está indistinta
    A distinção entre nada e coisa nenhuma.

    Quanto é melhor, quanto há bruma,
    Esperar por D.Sebastião,
    Quer venha ou não!

    Grande é a poesia, a bondade e as danças...
    Mas o melhor do mundo são as crianças,

    Flores, música, o luar, e o sol, que peca
    Só quando, em vez de criar, seca.

    Mais que isto
    É Jesus Cristo,
    Que não sabia nada de finanças
    Nem consta que tivesse biblioteca...

    Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"




    André Lima, 10.º B

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  7. Retrato

    No teu rosto começa a madrugada,
    Luz abrindo, de rosa em rosa,
    transparente e molhada.

    Melodia
    distante mas segura
    irrompendo da terra,
    cálida, madura.

    Mar imenso,
    praia deserta, horizontal e calma.
    Sabor agreste.
    Rosto da minha alma!

    Eugénio de Andrade


    Ana Soraia, 10.º B

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