Antes de mais, parabéns pelo espaço palavras partilhadas! Para inaugurar esta partilha, deixo-vos um excerto de um poema da bela e vasta obra de Fernando Pessoa. Palavras que nos marcam, que não esquecemos e que serão nossas para sempre?! Sim, principalmente a última frase!
"(...) Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e Se tornar um autor da própria história… É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma… É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “Não”!!! É ter segurança para receber uma crítica, Mesmo que injusta…
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"
Hoje também quero partilhar. Nem sempre quero. Mas hoje deixo-vos as palavras de uma grande amiga minha, extraordinária escritora, Sílvia Trigueiro. No seu livro intitulado"Fabet", diz o seguinte: « Liber e Dade foram crescendo, sem limitações, ali onde todos partilhavam dos momentos bons e menos bons, uma família de diferentes seres, onde tudo se conjugava, onde todos eram aceites pelas suas diferenças. Assim foram vivendo os dias longe de qualquer ameaça, protegidos pelo espaço conquistado, ousando, apenas, serem eles próprios à luz dos seus pais, os quais apesar de sentirem saudades de alguns seres que tiveram de deixar para trás, foram mais além e... marcaram a diferença... Poderia chamar-lhes unicórnios, mas prefiro imaginá-los, como seres misteriosos, portadores de felicidade e de tudo aquilo por que ansiamos, desde o primeiro momento em que tomamos consciência de que existimos. Talvez eles sejam a prova de que, na vida aquilo que fazemos e aquilo que somos faz sentido, nem que seja para aqueles que ainda não conhecemos, e isso, por si só, vale bem a pena!» De facto, as palavras de alguém que neste momento está em plena luta com a Leucemia fazem sentido, mesmo tendo sido escritas há 12 atrás. Vale sempre a pena partilhar! Parabéns pelo trabalho!
Os amigos amei despido de ternura fatigada; uns iam, outros vinham, a nenhum perguntava porque partia, porque ficava; era pouco o que tinha, pouco o que dava, mas também só queria partilhar a sede de alegria — por mais amarga.
Ai que prazer Não cumprir um dever, Ter um livro para ler E não fazer! Ler é maçada, Estudar é nada. Sol doira Sem literatura O rio corre, bem ou mal, Sem edição original. E a brisa, essa, De tão naturalmente matinal, Como o tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta. Estudar é uma coisa em que está indistinta A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma, Esperar por D.Sebastião, Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto É Jesus Cristo, Que não sabia nada de finanças Nem consta que tivesse biblioteca...
Antes de mais, parabéns pelo espaço palavras partilhadas!
ResponderEliminarPara inaugurar esta partilha, deixo-vos um excerto de um poema da bela e vasta obra de Fernando Pessoa.
Palavras que nos marcam, que não esquecemos e que serão nossas para sempre?! Sim, principalmente a última frase!
"(...)
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"
"É tão bom ver as pessoas felizes!"
ResponderEliminarAutor: Leonardo, aluno da turma F do 5.º ano da Escola EB 2,3/S de Arcozelo
Hoje também quero partilhar. Nem sempre quero. Mas hoje deixo-vos as palavras de uma grande amiga minha, extraordinária escritora, Sílvia Trigueiro.
ResponderEliminarNo seu livro intitulado"Fabet", diz o seguinte:
« Liber e Dade foram crescendo, sem limitações, ali onde todos partilhavam dos momentos bons e menos bons, uma família de diferentes seres, onde tudo se conjugava, onde todos eram aceites pelas suas diferenças. Assim foram vivendo os dias longe de qualquer ameaça, protegidos pelo espaço conquistado, ousando, apenas, serem eles próprios à luz dos seus pais, os quais apesar de sentirem saudades de alguns seres que tiveram de deixar para trás, foram mais além e... marcaram a diferença...
Poderia chamar-lhes unicórnios, mas prefiro imaginá-los, como seres misteriosos, portadores de felicidade e de tudo aquilo por que ansiamos, desde o primeiro momento em que tomamos consciência de que existimos.
Talvez eles sejam a prova de que, na vida aquilo que fazemos e aquilo que somos faz sentido, nem que seja para aqueles que ainda não conhecemos, e isso, por si só, vale bem a pena!»
De facto, as palavras de alguém que neste momento está em plena luta com a Leucemia fazem sentido, mesmo tendo sido escritas há 12 atrás.
Vale sempre a pena partilhar!
Parabéns pelo trabalho!
Parabéns à secção das PALAVRAS PARTILHADAS
ResponderEliminarOs Amigos
ResponderEliminarOs amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria —
por mais amarga.
Eugénio de Andrade, in "Coração do Dia"
Ana Margarida
10.º B
Liberdade
ResponderEliminarAi que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
André Lima, 10.º B
Retrato
ResponderEliminarNo teu rosto começa a madrugada,
Luz abrindo, de rosa em rosa,
transparente e molhada.
Melodia
distante mas segura
irrompendo da terra,
cálida, madura.
Mar imenso,
praia deserta, horizontal e calma.
Sabor agreste.
Rosto da minha alma!
Eugénio de Andrade
Ana Soraia, 10.º B